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TURISMO
  • Tradições
  • Locais de interesse

Em Travanca, os Jogos Tradicionais são, entre outros, a Malha, o Espeto, o Pedreiro e Carpinteiro, a Tracção com Corda, as corridas de sacos, as corridas com Arco.Eram, normalmente, praticadas durante a época escolar e também tardes de Domingo; posteriormente, passaram a ter lugar nas tardes desportivas das festas de Sta Isabel.
Estes jogos são bastante antigos, crê-se que do início do século XX, actualmente, salvo raras tentativas de os fazer retornar ao meio escolar, só são praticados em ocasiões festivas ou encontros promovidos para o efeito, tanto pela associação desportiva como pelo centro social.

Arco

Cada criança deve ter um arco e para o empurrar utiliza-se um gancho de metal, de madeira ou apenas, a mão. A criança faz com que o arco a acompanhe para onde quer que se desloque, em marcha ou em corrida.Para dar ao jogo um carácter competitivo, as crianças poderão fazer corridas com o arco, para ver quem chega primeiro a determinado local.

Malha

Colocam-se dois mecos, num terreno plano, distanciados entre si quinze a dezoito metros. Atrás de cada Meco ou pino fica um elemento de cada equipa.Os dois jogadores de cada equipa tentam, alternadamente, derrubar ou colocar a malha o mais perto possível do Meco. Se a malha que derruba (seis pontos) ficar, no fim da jogada, mais perto do pino do que todas as outras, conta, ainda, mais três pontos. O jogo termina assim que uma das equipas atingir os trinta pontos.
Os trajes Característicos da freguesia correspondem, entre outros, às figuras do Moleiro, do Lavrador e do Fidalgo, próprios do início do século XX e usados nas romarias e em festas ou em ocasiões com interesse para mostrar esse vestuário. Hoje em dia, apenas são apresentadas através do Rancho Infantil "as Moleirinhas de Travanca".
Em Travanca, as tradições estão, intimamente ligadas à religião, realizando-se duas festas anuais: a festa de Nossa Senhora de Fátima, na igreja paroquial, sempre no mês de Maio, no Domingo anterior ou posterior ao dia 13 ou neste mesmo dia se coincidir, organizando-se simultaneamente a 1ª comunhão das crianças da freguesia; a Festa em honra de Santa Isabel, no primeiro domingo de Julho, prolongando-se por três dias Sexta-feira, Sábado e Domingo, e reunindo todas as famílias, inclusive os imigrantes que regressam para as férias de Verão.
Durante a feira do largo de santa Isabel, que já não se realiza há dezenas de anos, ocorriam eventos de Danças e Cantares do início de século XX. Hoje podem ser apreciados apenas em espectáculos de Ranchos Folclóricos ou em festas anuais.Os cantares regionais são designados por cantas, datam também do início do século passado e tinham lugar na época das colheitas, especialmente das vindimas. Actualmente, são apresentados nas desfolhadas, nas cegadas (também estas em via de extinção) ou em espectáculos do Rancho Infantil " As Moleirinhas de Travanca".
Em Travanca, desde há muitos anos, fabricavam-se diversos tipos de objectos que eram muito utilizados.
Havia funileiros ou latoeiros que faziam e reparavam produtos de metal (cobre, estanho, zinco, etc.), como era o caso de cântaros para medição de vinhos, candeias de azeite para iluminação, maquinas para sulfatar as próprias árvores (principalmente as videiras) e funis para encher vasilhames.

Quanto aos pólos de atracção, existem lugares aprazíveis nas margens do rio Paiva, um dos quais é conhecido por Caboucos, o qual se tem acesso através da EN 225, junto ao km 10, por um caminho térreo, onde algumas viaturas podem descer, uma outra praia fluvial encontra-se junto à Ponte da Bateira.Acessível através da EN 225, com estradas municipais e caminhos públicos ligando todos os lugares, esta freguesia é detentora de um interessante património natural e arquitectónico, merecedor de uma visita atenta, destacando-se: a Igreja Matriz, o Solar de Miragaia e a capela de Sta Isabel.

Igreja Matriz

A actual Igreja Matriz de Travanca edificada em 1805, tendo sido recuperada em 2001.

Solar de Miragaia

O Solar de Miragaia foi edificado antes de 1730, tendo sido habitado por famílias nobres. Em 1994, foi reconstruído e é actualmente, uma unidade de turismo de habitação. Localizado a nascente da freguesia e com uma agradável vista, representa a oferta local em matéria de alojamento, que, embora seja escassa, é de grande qualidade. Outrora lar de famílias nobres o edifício foi totalmente restaurado, mantendo contudo traços de outros tempos, deste a capela própria à azenha de azeite à moda antiga em perfeita harmonia com os confortos da modernidade oferecidos pelos seis quartos, a piscina e a zona de lazer.

Capela Santa Isabel

Esta capela foi fundada entre 1620 e 1670, tendo sido reconstruída em 1760.